Mesmo em meio à correria que está esses últimos dias, não quero deixar passar em branco (ai que clichê mais horroroso Meu Deus... dane-se!). Então, não quero deixar passar em branco o dia de hoje, dia PRIMEIRO DE DEZEMBRO, DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS. Mesmo porque, a Aids já deixou de ser uma doença de “viado” há muito tempo, por isso mesmo acho que esse post pode ser interessante para todo mundo que acessa o blog Nós2EmQuébec.
Vamos à ele...
Hoje, a Aids é uma “velha danada” que continua causando vítimas e o que é pior: hoje qualquer um pode viver muito bem infectado com o vírus HIV, com uma aparência de atleta olímpico.
CALMA!!!! Eu explico porque utilizei a expressão “e o que é pior”... Vez em quando eu paro para pensar como seria meu comportamento sexual se eu tivesse apenas 20 aninhos e não tivesse conhecido, DE PERTO, o que a Aids pode fazer com uma pessoa. Ok! Ela fazia um grande estrago quando não podia ser controlada, hoje, pode-se se ter qualidade de vida mesmo estando contaminado pelo HIV. Eu sei disso e acho uma grande maravilha essa possibilidade. Mas, a questão é mais profunda. Como um jovem, que tem essa noção de que a Aids pode ser “só mais uma doença” vai querer se proteger da maneira correta?
No dia 11 de novembro, saiu no jornal Métro, aqui em Montréal, uma matéria de página inteira falando sobre o barebacking, que é o ato de se fazer sexo anal sem a utilização da camisinha. Daí eu pensei: “Uau! Uma matéria como essa, que alerta para o perigo dessa prática em um jornal popular de grande circulação... isso sim é um sinônimo de modernidade”, pois discutir, falar, explicar as coisas assim como elas são, isso sim é bacana e pode ajudar muita gente.
Por isso eu não queria deixar este dia passar assim, sem deixar um alerta, um convite para você que está lendo descompromissadamente este blog. Quem sabe você pode vir a roubar 1, 2, 5 minutos do seu dia para pensar sobre o assunto.
Vamos à ele...
Hoje, a Aids é uma “velha danada” que continua causando vítimas e o que é pior: hoje qualquer um pode viver muito bem infectado com o vírus HIV, com uma aparência de atleta olímpico.
CALMA!!!! Eu explico porque utilizei a expressão “e o que é pior”... Vez em quando eu paro para pensar como seria meu comportamento sexual se eu tivesse apenas 20 aninhos e não tivesse conhecido, DE PERTO, o que a Aids pode fazer com uma pessoa. Ok! Ela fazia um grande estrago quando não podia ser controlada, hoje, pode-se se ter qualidade de vida mesmo estando contaminado pelo HIV. Eu sei disso e acho uma grande maravilha essa possibilidade. Mas, a questão é mais profunda. Como um jovem, que tem essa noção de que a Aids pode ser “só mais uma doença” vai querer se proteger da maneira correta?
No dia 11 de novembro, saiu no jornal Métro, aqui em Montréal, uma matéria de página inteira falando sobre o barebacking, que é o ato de se fazer sexo anal sem a utilização da camisinha. Daí eu pensei: “Uau! Uma matéria como essa, que alerta para o perigo dessa prática em um jornal popular de grande circulação... isso sim é um sinônimo de modernidade”, pois discutir, falar, explicar as coisas assim como elas são, isso sim é bacana e pode ajudar muita gente.
Por isso eu não queria deixar este dia passar assim, sem deixar um alerta, um convite para você que está lendo descompromissadamente este blog. Quem sabe você pode vir a roubar 1, 2, 5 minutos do seu dia para pensar sobre o assunto.
Em 2008, fazem 25 anos que o vírus HIV foi identificado. De lá para cá milhões de pessoas já morreram vítimas da Aids e outros 33 milhões e 200 mil pessoas vivem com o vírus hoje, em todo o mundo. Estes dados são Organização Mundial da Saúde/ONU. 68% das pessoas infectadas vivem no continente africano, ou seja, em um ambiente onde a doença é sinônimo de morte. Nos países em desenvolvimento, cerca de 95% das vítimas não recebem o tratamento adequado, uma realidade diferente do Brasil, por exemplo, onde o Governo afirma que todos que precisarem podem procurar a rede pública de saúde. Mas, por outro lado, é no nosso querido país que os casos de proliferação do vírus vêm crescendo entre os heterossexuais com mais de 50 anos. Inclusive, neste link você pode saber mais detalhes sobre essa informação. (http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMISE77B47C8ITEMID1BFB10FC84644E5E91D4B5EE002FE310PTBRIE.htm). Neste outro (http://www.aids.gov.br/) você pode saber várias outras. Há muito tempo eu aprendi que o maior inimigo de um vírus tão “esperto” quanto o HIV é a quantidade de informação de qualidade que a gente pode ter sobre ele e saber “respeitá-lo” na medida exata.
Logo no começo deste post, eu tinha pensado em escrever sobre diversos assuntos, como: troca-troca de casais, estilo Audi de Viver (sexo A3, A4, A5, A1000), fist fucking (vulgo mãozada no cú, mas o povo anda tão moderno que até pé, tubo de shampoo, cone de trânsito já virou acessório sexual), festa do chocolate, sexo bizarro – côco e xixi, etc, etc... Mas aí eu pensei: “Gente, como diz meu amigo Caetano na música que não poderia ter título melhor do que Dom de Iludir, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...”. Por isso, aproveitem bem a sua sexualidade e que o moralismo alheio vá para o inferno (olha o Roberto Carlos aqui também, risos), mas só não deixe que o seu prazer coloque um ponto final antes que sua história chegue ao fim.(affff.... que frase de efeito brega essa que eu arranjei para terminar o post...)
Um beijo para todo mundo. Inté.
Gilberto Evangelista



Infelizmente, nem Mme Proulx ou M. Tremblay tem algum de seus livros traduzidos para o português, tampouco qualquer outro autor québécois. Ao menos foi o que descobri nas minhas pesquisas pela internet. Se alguém souber qualquer coisa diferente, me avisa que coloco um post retificando a informação.
Tudo bonito, tudo certo, hora marcada lá estava eu sendo chamado no guichê da famosa SAAQ (Sociéte de l’Assurance Automobile du Québec), equivalente ao nosso DETRAN. O rapaz que me atendeu, estagiário com forte sotaque árabe, mandou de cara a seguinte pergunta: “Você tem a carteira de aprendiz?”. Eu respondi que não, pois já dirigia no meu país desde os 17 anos e queria só validar a minha carteira aqui. Daí ele perguntou: “Então está é a primeira vez que você vai fazer a prova prática?”. A afirmativa pulou da minha boca, ao mesmo tempo em que uma mosquinha pousou atrás da minha orelha e eu pensei: “Hummm, perguntinha mais esquisita essa...”, mas tudo bem, vamos em frente.
Será que a SAAQ é uma Instituição Governamental séria ou aprendeu alguns truques dos países pobres e em desenvolvimento quando querem encher os cofres públicos? Afinal, é uma boa idéia fazer dinheiro fácil estimulando a aquisição da carteira de aprendiz (uns 40 dólares), além de cobrar 25 pilas a cada vez que você é obrigado a fazer uma nova prova de direção veicular.
O site com as informações completas (sinopse, horários, venda de ingressos, etc) é o 
Aqui existe um negócio chamado accomodement raisonnable, que na minha curta compreensão sociológica dos fatos, eu diria que é uma maneira pacífica e razoável para gerir conflitos gerais, mas principalmente para aqueles de ordem interculturais. Façam as contas comigo... De acordo com o senso canadense, Montréal tinha uma população de quase 3 milhões e 600 mil habitantes, no ano de 2006, sendo que mais de 740 mil eram pessoas provenientes de dezenas de países diferentes. Os top five são Itália, Haiti, França, China e Líbano. Sem falar que por todo canto pode-se escutar gente falando espanhol, inglês e até mesmo português. Me digam vocês, como é que pode ter tanta resolução pacífica assim para interesses tão diferentes? E não é difícil ver no jornal que a gangue dos haitianos entrou em conflito com a dos latinos e por aí vai. Eu e o Renato vimos no Mêtro há umas duas semanas dois negros falando para um árabe (funcionário da bilheteria): “Vai comer falafel árabe infeliz!”. Agora, vai saber o que um disse pro outro para chegar nesse ponto.
Quanto à questão de preconceito contra homossexuais, não podemos dizer que sentimos verdadeiramente qualquer reação negativa, mas outro dia passou um carro aqui na rua cheio de moleques gritando com as bichas do Village. Mas isso foi uma vez em quase sete meses por aqui, e um gritinho é o máximo que eles podem fazer contra 11% da população montrealense, também segundo dados oficiais. Em geral, as pessoas fazem assim, se elas não gostam, elas ficam caladas, mas depois, comentam entra elas e dividem seus demônios. O que é um ato civilizado, pois ninguém é obrigado a gostar ou participar, mas respeitar é dever de todos.
Depois, quando eu escrevo que as coisas não são tão “especiais” assim, que não sentimos grandes diferenças de nossa terra natal para cá, as pessoas podem pensar que estamos “tirando onda”. Na verdade, não posso negar que Montréal é uma cidade repleta de qualidades, assim como o Québec e o próprio Canadá. A economia forte, a qualidade do serviço público e da educação, o respeito ao próximo, ao diferente, a beleza da natureza, bem como a liberdade e a segurança que experimentamos, não têm igual. Mas, como eu disse, é tudo a mesma merda, pois o problema é um só: onde existe o ser humano, existe espaço para erros, mas também para os acertos. E a grande mágica da vida é tentar se reinventar a cada dia e buscar um mundo melhor... ao menos para aquele que está ao nosso redor. Não é mesmo?
Na sexta-feira, dia 31 de outubro foi o dia das bruxas. Como todo mundo sabe, em muitos países é tradição comemorar esse dia com as famosas festas de Hallowen, mas que não chega a ser um costume típico no Brasil. A gente até tem as festas à fantasia, mas não necessariamente no dia 31. Eu até fui atrás de alguma explicação sobre sua origem, e descobri que o Hallowen é um evento originário entre os Celtas e Druidas, povos que habitavam a Irlanda e a Grã -Bretanha. Eles acreditavam que na noite de 31 de outubro as leis do tempo e do espaço eram suspensas. Por causa disto, os espíritos vagavam livremente e os mortos visitavam seus antigos lares para exigirem comida. Para afugentar as assombrações, as pessoas saiam às ruas fantasiadas de monstros e fantasmas, fazendo grande barulho. E foi exatamente isso que vimos por aqui na última sexta. Depois do fim do verão e da pietonização da Sainte Catherine Est, eu não tinha visto TANTA gente na rua como nessa noite.