terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ouuu... esse aqui precisa de tempo para curtir

SALVE SALVE ÀS RAINHAS DO RÁDIO! Eu (Gilberto) adoro quando a Marisa Monte dá essa voz de comando no comecinho da música South American Away (para quem não se lembra, é uma do primeiro álbum da maravilhosa). Enfim, o que importa é que neste post de hoje, nós decidimos falar da música québécois. Não contar a história e destacar os grandes nomes, tampouco fazer um Top Ten dos grandes sucessos que tocam nas rádios. Mas apresentar algumas boas descobertas musicais que fizemos por aqui para os amigos aí do Brasil e também para aqueles que buscam outras informações sobre o processo de imigração para o Québec. Ééééé isso mesmo, pois fazer descobertas no campo cultural (sejam elas musicais, teatrais, literárias, visuais, etc), faz com que o processo de adaptação na nova terrinha fique muito mais agradável.

Portanto, para não ficar chato e nem muito longo esse post, vamos logo ao que interessa. Ah! Um detalhe importante para ser dito logo de cara ao “viadeiro” que ama Celine Dion. Neste post não vai ter Celine não viu!!! Mesmo porque, além d’eu não gostar dela, ela já é macaca velha de todo mundo. E outra, o povo fora do Québec gosta mais das músicas dela em inglês do que em francês. Ao menos, essa é minha opinião. E a idéia aqui é apresentar coisas bacanas em FRANCÊS, ou quase tudo... Então, vamos nessa!

Abaixo você verá quatro vídeos musicais, disponíveis no youtube. O primeiro deles é de um carinha chamado Jonathan Painchaud. Entre 1991 e 2002 ele tinha uma banda chamada Okoumé. Depois de conhecer o sucesso por aqui ele decidiu fazer carreira solo, o que é comum em qualquer parte do mundo. O que interessa é que ele tem uma música bem legalzinha, chamada Pousse Pousse, que tocou muito nas rádios. É aquele tipo de música que a gente se pega cantarolando quando ta lavando a louça. Sabe? Voilá!

http://ca.youtube.com/watch?v=yjcPh5jX9UY


Agora você pode conferir a performance de uma menina bem bacana, Andréa Lindsay. Ela é de Ontário, é anglófona, mas escolheu Montréal como cidade do coração. E hoje compõe em francês quando decide cantar qualquer coisa nessa língua. Ela acaba de lançar um disco todo em francês, La belle étoile. E o legal, é um tipo de música doce, boa para tocar no carro para esquecer o engarrafamento do trânsito, ou no Ipod para esquecer o metrô lotado, que é mais o nosso caso. Risos... Ah! O nome da música é Bonne Année.

http://ca.youtube.com/watch?v=__zIYeVh7t0&feature=related
Essa próxima música vai contra a proposição do post, mas nós não podíamos deixar de fora The Lostfingers, pois temos certeza que TODO MUNDO VAI GOSTAR. Um trio que vem chamando muita atenção e era esperado com grandes expectativas no último Festival de Jazz aqui de Montréal, no meio do ano passado. Eles não têm vídeos oficiais ainda, este daqui mesmo é um não oficial. O disco deles é bem bacana pela variedade das novas versões que fizeram de músicas bem conhecidas. Sem muita conversa, alllez-y!

http://ca.youtube.com/watch?v=qrgw-3oznMo&feature=PlayList&p=EBA27EDFCA38AC17&playnext=1&index=49


E para fechar o tour CONHEÇA O QUÉBEC EM QUATRO MÚSICAS, risos, eu não podia deixar de fora o grupo Mes Aïeux. Eles estão na estrada desde 1996 e, traduzindo todas as informações na net sobre eles em bom português, eles são bem “bicho-grilo”. É uma banda ligada aos valores québécois, mas com olhar crítico nas questões sociais contemporâneas, bem como são filiados à onda-verde também. Eles fazem uma música “funklorique”. Não conhecemos muitas coisas deles não, mas gostamos bastante de ouvi-los cantar Dégénérations, uma música deles de 2004, mas que é considerado pelos québécois quase como um hino daqui. Esperamos que gostem. A propósito, estamos disponibilizando abaixo do vídeo a letra da música, embora o vídeo traga legendas em inglês para aqueles que se sentem mais à vontade na língua do Barack Obama. (Tio Sam é coisa do passado.)
Em português, desculpa, ainda não estamos trabalhando no mercado de tradução. Risos...

http://ca.youtube.com/watch?v=cKCRHhmHvjg


DÉGÉNÉRATIONS
(S. Archambault, Mes Aïeux / S. Archambault, Mes Aïeux)

Ton arrière-arrière-grand-père, il a défriché la terre
Ton arrière-grand-père, il a labouré la terre
Et pis ton grand-père a rentabilisé la terre
Pis ton père, il l'a vendue pour devenir fonctionnaire

Et pis toi, mon p'tit gars, tu l'sais pus c'que tu vas faire
Dans ton p'tit trois et demi bien trop cher, frette en hiver
Il te vient des envies de devenir propriétaire
Et tu rêves la nuit d'avoir ton petit lopin de terre

Ton arrière-arrière-grand-mère, elle a eu quatorze enfants
Ton arrière-grand-mère en a eu quasiment autant
Et pis ta grand-mère en a eu trois c'tait suffisant
Pis ta mère en voulait pas ; toi t'étais un accident

Et pis toi, ma p'tite fille, tu changes de partenaire tout l'temps
Quand tu fais des conneries, tu t'en sauves en avortant
Mais y'a des matins, tu te réveilles en pleurant
Quand tu rêves la nuit d'une grande table entourée d'enfants

Ton arrière-arrière-grand-père a vécu la grosse misère
Ton arrière-grand-père, il ramassait les cennes noires
Et pis ton grand-père - miracle ! - est devenu millionnaire
Ton père en a hérité, il l'a tout mis dans ses RÉERs

Et pis toi, p'tite jeunesse, tu dois ton cul au ministère
Pas moyen d'avoir un prêt dans une institution bancaire
Pour calmer tes envies de hold-uper la caissière
Tu lis des livres qui parlent de simplicité volontaire

Tes arrière-arrière-grands-parents, ils savaient comment fêter
Tes arrière-grands-parents, ça swignait fort dans les veillées
Pis tes grands-parents ont connu l'époque yé-yé
Tes parents, c'tait les discos ; c'est là qu'ils se sont rencontrés

Et pis toi, mon ami, qu'est-ce que tu fais de ta soirée ?
Éteins donc ta tivi ; faut pas rester encabané
Heureusement que dans' vie certaines choses refusent de changer
Enfile tes plus beaux habits car nous allons ce soir danser...

BOA SEMANA PARA TODO MUNDO!!! BEIJOS.


Ps. Desculpem, mas a gente não sabe alojar um vídeo do youtube aqui direto no blog. Se isso for possível e alguém quiser ensinar, por favor. O email para receber as informações é: nos2emquebec@gmail.com... daqui até lá, vai só o link mesmo.
Ps2.: Nós queremos aproveitar para mandar UM BEIJO para a Dênise e para o Tobias, nossos assíduos leitores particpativos que sempre mandam comentários, respondem aos emails. Este post é dedicado à vocês.

Gilberto e Renato.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

NOTÍCIAS QUENTINHAS DO INVERNO

Oi! Quem escreve este primeiro post de 2009 sou eu, Renato... decidimos parar um pouco com a longa hibernação imposta naturalmente ao blog para dar um olá e falar um pouco sobre o frio; um assunto que, provavelmente, já rolou ou está rolando em diversos blogs de imigrantes que vieram de lugares quentes e estão neste momento enfrentando a estação mais fria do ano em Montréal. Mas ao invés de falarmos sobre a rotina nesse período e tal, decidimos contar o périplo que foi para achar o casaco ideal para enfrentar o tão TEMÍDO INVERNO GLACIAL DO QUÉBEC, que todo mundo nos faz acreditar que é a pior coisa que existe na face da terra.

Então, logo na semana que chegamos, ali por volta do dia 16 de abril de 2008, a primavera estava acabando de começar, mas ainda era possível para tropeçar em alguns montinhos de neve aqui e acolá, e temperatura na casa dos 10 graus positivos, um pouco acima, um pouco abaixo, mas bem frio para quem saiu para a secura de Brasília e seus 34 graus positivos em média. Esse pequeno quadro fim de inverno nos fez sair para a rua como dois tontos para procurar roupas "adequadas". Afinal, nada melhor do que comprar roupas no fim de uma estação para esperar a próxima vez em que ela virá.

Se você perguntar para um québécois orgulhoso, ou até mesmo para algum imigrante mais friorento, todos vão te dizer para comprar um casaco da marca Kanuk, pois so o Kanuk serve para o frio daqui. Nós mesmos (depois de muitas pesquisas em blogs e sites) saímos do Brasil com a idéia que compraríamos um Kanuk, mesmo se o preço médio seja de 900 dólares canadenses, isso NA ÉPOCA DE PROMOÇÃO. Mas, eis que andando pela famosa Sainte Catherine, um tipo de W3 sul que deu certo, ou seja, uma rua comercial bem movimentada, nós encontramos uma loja de casacos em couro que estava liquidando o estoque pois iria fechar as portas. Entramos e olhamos dois casacos que gostamos muito. Preco normal 979 dólares. Com descontos, METADE DO PREÇO: 489,50$. Como era uma loja de árabes, não tivemos receio, começamos a pechinchar, bem à moda brasileira. Começamos = Gilberto.

Enfim, eu sei que depois de muito chorar, o tal casado acabou saindo por 375,00$ (sem taxas). Ficamos loucos e compramos, mesmo com o Simon (um amigo canadense que conhecemos por intermédio do Clériston naquele exato momento) dizendo que nao precisava, pois além de ser muito quente para quem vive na cidade e não no campo, ele era muito caro. Nisso pensamos: "Problema dele que achava caro e desnecessário, nós vamos comprar sim. Imagina! Uma pexincha 375,oo$ num casaco de couro de carneiro por fora e pele do mesmo bichinho por dentro, super quente, garantido para um frio de menos 40 e muito mais barato que um Kanuk." Negócio fechado, lá vamos nós dois felizes da vida colocar nossos BELOS E QUENTES CASACOS (feitos no Chile) dentro do guarda-roupa para enfrentar o inverno 2009.

O tempo passou, veio o fim da primavera, veio o verão quente da porra, nos obrigando a dormir com janela aberta e ventiladores ligados. Em seguida como era de se esperar veio o outono acompanhado de seus amigos: frio, vento e árvores coloridas de amarelo, laranja, vermelho e marrom. Nisso o Gilberto já tinha comprado mais duas jaquetinhas para o frio médio. Nisso, ali pelo mês de novembro encontramos uma loja na rua Saint Laurent que tambem estava em queima de estoque para fechar. Compramos dois casacos bem quentinhos de moleton, mas verdadeiras pechinchas, 30 dólares cada, preço normal 150. Imagina... brasileiro com frio aqui em casa, jamais.
Vocês acham que já acabou? (risos) Outro dia, em uma ida ao supermercado Maxxi, resolvi passar no Plaza Côtes-des-Neiges. Aí vi um sobretudo preto muito lindo, certificado para menos 35 graus. Custava apenas 125 dólares com taxas inclusas. Eu, que vivo criticando o Gilberto que gasta muito dinheiro com roupas, mas que sempre achei bacana a idéia de ter um sobretudo, não resisti e comprei. O Gilberto, que não fica para trás, ficou louco com um outro casaco de uma loja que se chama BEDO, no começo de dezembro. Estava na promoção por 70 dólares. Como ele conseguiu um descontinho adicional de 5 dólares, ça-y-est!

No final das contas agora temos mais casacos do que precisamos. Na minha rotina uso um que comprei na Suíça há 4 anos e o de moleton de 30 dólares, que é bem quentinho, vez em quando o sobretudo. E olha que já pegamos aqui em Montreal frio de menos 20 graus com sensacao térmica de menos 30. Confesso que ainda nao consegui usar o casaco de carneiro. A única vez que eu ensaiei, passei um dia infernal de calor. As calças, eu uso as minhas que trouxe do Brasil mesmo. O Gilberto já precisa da segunda pele, pois ele sente mais frio do que eu. O de carneiro, ele usou nessa semana de janeiro que ficou 5 dias com sensação de menos 30, mas no geral ele se vira muito bem nos outros dias com o mais baratinho da Bedo.

Se alguém hoje pedisse um conselho para nós, esse conselho seria: não percam tempo e espaço em suas malas trazendo todos os casacos que possam ter no Brasil, e nem saiam comprando tudo o que verem pela frente com medo do inverno sem experimentá-lo um pouco ali no fim de novembro, início de dezembro. Mesmo porque, se depois da estação começar você ainda estiver sentindo frio as promoções são constantes. Dia 26 de dezembro mesmo é o tal do boxing-day, todas as lojas com descontos fenomenais durante uma semana. Quando chega meio de janeiro é igualzinho no Brasil, um monte de promoção por todo lado, sem falar que logo logo a primavera vai chegar e os preços vão continuar caindo. As fotos deste post mostra a gente com alguns desses casados descritos, bem como das ruas repletas de neve.

Ah! Uma última dica antes de terminar o post. A segunda pele que o Gilberto usa, todo mundo dizia que era melhor comprar em lojas especializadas de esporte. Nós compramos as dele no supermercado Maxxi por 10 dólares cada peça. Boa qualidade e ótimo preço. Nas lojas especializadas as mais baratas são a partir de 28 pilas cada peca. E eu... eu espero conseguir usar meu casaco MAIS DO QUE QUENTINHO, de couro e pele de carneiro qualquer dia desses. Risos.


Abraços.

Renato Ferreira

domingo, 21 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL!!! FELIZ ANO NOVO

Oi, oi, oi TODO MUNDO!!!

Gente, o sumiço não tem outra explicação senão a correria que é o mês de dezembro, que é igual em qualquer parte do mundo: acumulo de trabalho, de tarefas escolares, de festinhas de fim de ano, corre-corre, 1000 coisas... por isso, DESCULPEM a falta de informações no últimos dias. Mas, agora que teremos 2 semanas de férias escolares (e como a neve não dá um sossego lá do lado de fora), prometemos MUITOS posts cheios de informações. Até o Renato já escreveu um bem legal, que vai ficar para mais tarde um pouco, pois agora chegou a hora de mandarmos a todos vocês nosso FELIZ NATAL E FELIZ 2009. Para isso, fizemos um vídeo, aqui da sacada de casa, que está disponível logo abaixo. Se não der certo, tem também o link com o endereço do mesmo no youtube (http://fr.youtube.com/watch?v=XFchoR-fb8U). A idéia era pegar um dia que a neve estivesse caindo e demos sorte, pois neste domingo dia 21 - e não dia 20 como eu digo erroneamente no vídeo, caiu bastante. Esperamos que gostem e em 2009 estaremos aqui com vocês, mesmo que virtualmente, divididindo os momentos especiais como este aqui. Um beijão!!!!

Gilberto e Renato


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

BRASIL NO TELÃO DE MONTRÉAL

Amém! Aleluila! Glória! Glória! Glória!
Ao menos uma vez nós pudemos ler uma BOA notícia na mídia local do nosso querido Brasil. Na última sexta-feira, o jornal Métro trouxe (na página 21) uma matéria de 1/4 de página sobre o Festival du Film Brésilien de Montréal, que acontece no cinema do Parc, entre os dias 5 a 11 de dezembro. Nas duas últimas vezes que me lembro, uma foi sobre as chuvas/enchentes em Santa Catarina (diga-se de passagem, fica registrado aqui nossos sinceros sentimentos aos milhares de pessoas que enfrentam uma situação bem delicada e o nosso desejo de que tudo possa logo, logo ficar numa boa). A outra notícia foi quando uma senhora morreu atingida pelo caixão do marido na ida para o enterro dele.
Enfim, voltando ao assunto, a segunda edição do festival de filmes brazucas - que ano passado contou com cerca de 1500 espectadores - traz como temática a Bossa Nova. Na telona do cinema do Parc, os québécois e todos os representantes das mais de 100 nacionalidades que habitam a ilha vão poder descobrir que o Brasil não é apenas carnaval, mulata e futebol. Para os conterrâneos que estão por aqui, esta é uma chance para matar saudades da terrinha natal.
Para quem quiser saber a programação completa, horários, acompanhar notícias, o site do evento é o: http://www.brazilfilmfest.net/montreal/fra/thefestival.htm. Tem também o blog do festival: http://www.ffbresil-montreal.blogspot.com/.
Ah! Antes que eu esqueça... quem estiver por aqui em Montréal, pode mandar um email para o endereço filmbresilien@journalmetro.com . O jornal Métro vai sortear 5 passaportes para quem quiser ver todos os filmes de graça! Eu já mandei... Tem cada coisa boa na programação que vale à pena tentar a sorte: Bossa Nova (Bruno Barreto), Primo Basílio (Daniel Filho), Vinícius (Miguel Faria Júnior), Cazuza, O Tempo não Pára (Walter Carvalho e Sandra Werneck), Mutum (Sandra Kogut), Os Dois Filhos de Francisco (Breno Silveira) e MUITO MAIS.

Um abração e sucesso ao Festival do Filme Brasileiro de Montréal.

Ps. Ai ai... deu até saudade da Tátika Comunicação e Produção, pois minha antiga assessoria de imprensa é que faz os lançamentos de todos os filmes da Walt-Disney / Buena Vista International, que distribuiu Primo Basílio em todo o país. Nós fizemos um ótimo trabalho né chefitcha Kátia? Um beijo para Turrona, Nívea, Vini, Monicat, Aldeir, DANI e ÉRICO também!!!

Gilberto Evangelista

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

CADA UM SABE A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É...

Mesmo em meio à correria que está esses últimos dias, não quero deixar passar em branco (ai que clichê mais horroroso Meu Deus... dane-se!). Então, não quero deixar passar em branco o dia de hoje, dia PRIMEIRO DE DEZEMBRO, DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS. Mesmo porque, a Aids já deixou de ser uma doença de “viado” há muito tempo, por isso mesmo acho que esse post pode ser interessante para todo mundo que acessa o blog Nós2EmQuébec.

Vamos à ele...

Hoje, a Aids é uma “velha danada” que continua causando vítimas e o que é pior: hoje qualquer um pode viver muito bem infectado com o vírus HIV, com uma aparência de atleta olímpico.

CALMA!!!! Eu explico porque utilizei a expressão “e o que é pior”... Vez em quando eu paro para pensar como seria meu comportamento sexual se eu tivesse apenas 20 aninhos e não tivesse conhecido, DE PERTO, o que a Aids pode fazer com uma pessoa. Ok! Ela fazia um grande estrago quando não podia ser controlada, hoje, pode-se se ter qualidade de vida mesmo estando contaminado pelo HIV. Eu sei disso e acho uma grande maravilha essa possibilidade. Mas, a questão é mais profunda. Como um jovem, que tem essa noção de que a Aids pode ser “só mais uma doença” vai querer se proteger da maneira correta?

No dia 11 de novembro, saiu no jornal Métro, aqui em Montréal, uma matéria de página inteira falando sobre o barebacking, que é o ato de se fazer sexo anal sem a utilização da camisinha. Daí eu pensei: “Uau! Uma matéria como essa, que alerta para o perigo dessa prática em um jornal popular de grande circulação... isso sim é um sinônimo de modernidade”, pois discutir, falar, explicar as coisas assim como elas são, isso sim é bacana e pode ajudar muita gente.

Por isso eu não queria deixar este dia passar assim, sem deixar um alerta, um convite para você que está lendo descompromissadamente este blog. Quem sabe você pode vir a roubar 1, 2, 5 minutos do seu dia para pensar sobre o assunto.

Em 2008, fazem 25 anos que o vírus HIV foi identificado. De lá para cá milhões de pessoas já morreram vítimas da Aids e outros 33 milhões e 200 mil pessoas vivem com o vírus hoje, em todo o mundo. Estes dados são Organização Mundial da Saúde/ONU. 68% das pessoas infectadas vivem no continente africano, ou seja, em um ambiente onde a doença é sinônimo de morte. Nos países em desenvolvimento, cerca de 95% das vítimas não recebem o tratamento adequado, uma realidade diferente do Brasil, por exemplo, onde o Governo afirma que todos que precisarem podem procurar a rede pública de saúde. Mas, por outro lado, é no nosso querido país que os casos de proliferação do vírus vêm crescendo entre os heterossexuais com mais de 50 anos. Inclusive, neste link você pode saber mais detalhes sobre essa informação. (http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMISE77B47C8ITEMID1BFB10FC84644E5E91D4B5EE002FE310PTBRIE.htm). Neste outro (http://www.aids.gov.br/) você pode saber várias outras. Há muito tempo eu aprendi que o maior inimigo de um vírus tão “esperto” quanto o HIV é a quantidade de informação de qualidade que a gente pode ter sobre ele e saber “respeitá-lo” na medida exata.

Logo no começo deste post, eu tinha pensado em escrever sobre diversos assuntos, como: troca-troca de casais, estilo Audi de Viver (sexo A3, A4, A5, A1000), fist fucking (vulgo mãozada no cú, mas o povo anda tão moderno que até pé, tubo de shampoo, cone de trânsito já virou acessório sexual), festa do chocolate, sexo bizarro – côco e xixi, etc, etc... Mas aí eu pensei: “Gente, como diz meu amigo Caetano na música que não poderia ter título melhor do que Dom de Iludir, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...”. Por isso, aproveitem bem a sua sexualidade e que o moralismo alheio vá para o inferno (olha o Roberto Carlos aqui também, risos), mas só não deixe que o seu prazer coloque um ponto final antes que sua história chegue ao fim.

(affff.... que frase de efeito brega essa que eu arranjei para terminar o post...)

Um beijo para todo mundo. Inté.

Gilberto Evangelista

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

LE BEAUJOLAIS NOVEAU EST ARRIVÉ!!!!!!!!

Aleluia! Aleluia!!!! Depois de alguns anos de seca, eu e o Renato vamos poder degustar, mais uma vez, o tão festejado Beaujolais Noveau. Este vinho que é amado por alguns e detestado por outros chega até os consumidores de todo o mundo sempre nesta terceira quinta-feira do mês de novembro. Eu (Gilberto) me encontro entre aqueles que adoram tomar ao menos uma garrafa desse vinho jovem, saboroso e dono de um charme todo especial. Sem falar que, para aqueles que querem imigrar para um país francófono, essa pode ser mais uma informação útil/inútil da francofonia.

Voltando ao assunto..., eu admito que posso até ser mais um dos que foram conquistados pelo grande esquema de marketing que ele possuiu, mas minha paixão vem desde 1997, quando trabalhava no restaurante Alice e bebi uma primeira taça. Depois disso consegui tomar alguns anos sobressaltados, mas na maioria das vezes fiquei só no desejo pois a Mistral, a importadora que leva o vinho para o Brasil faz pré-venda para seus compradores fiéis, não sobrando nada para os pobres comuns que, como eu, adorariam ter o prazer de abrir uma garrafa depois de ver uma matéria na televisão, num jornal, escutar no rádio ou até mesmo ler qualquer coisa em um blog como este.

Eu sei que entre os felizardos clientes da Mistral estão alguns restaurantes do país, o que ainda dá a chance para muita gente aproveitar a oportunidade em vários cantos do nosso país que adora cerveja, mas já aprendeu há muito tempo apreciar um bom vinho. Para quem está por aqui em Montréal, a SAQ, empresa do governo que vende TODAS as bebidas alcoólicas na província, tem algumas garrafas que não demoram a acabar, segundo o vendedor.

Para aqueles que estão lendo este post, gostam de uma garrafinha de vinho e quiserem mais informações sobre o Beaujolais Noveau eu selecionei alguns links que falam um pouco mais sobre a bebida tanto em Português (http://www.mistral.com.br/product.aspx?idproduct=18320), quanto em Inglês (http://www.intowine.com/beaujolais2.html) e em Francês (http://www.01men.com/editorial/333140/vin-/).

TIN-TIN!!!!!!!!! (hehehehehe.... imagem das duas garrafitchas que consegui comprar)

SALON DU LIVRE DE MONTRÉAL



Este post aqui entra na categoria INFORMAÇÃO CULTURAL da bela e efervescente Montréal.

Quem estiver pela cidade pode aproveitar o a 31ª Edition du Salon du Livre de Montréal, que tem como slogan a frase: “L’Amour au coeur du livre”. O evento abriu suas portas ontem, dia 19, e vai até segunda-feira que vem, dia 24 de novembro (www.salondulivredemontreal.com).

Assim como todos salões de livros, os preços são os mesmos daqueles que você pode encontrar nas livrarias, algumas vezes até mais caro. O bom é que você tem a sua disposição uma gama gigantesca de opções, tanto em inglês, como em francês.

Por falar em boas opções, eu e o Renato temos tido boas experiências com as leituras sugeridas na escola. Depois de lermos o livro Les Aurores Montréales, de Monique Proulx, estamos descobrindo a primeira obra gay do autor mais celébre do Québec, Michel Tremblay. O nome do livro é Le Coeur Découvert.

Para adicionar um pouco mais de informação neste post...

Monique Proulx tem uma escrita dura, rápida e que incomoda aqueles que se aventuram em suas páginas. Ao mesmo tempo ela é excitante e provocante, despertando o interesse de seguir adiante com a leitura, sem parar. Seu trabalho tem característica urbana, mas ela acabou de lançar um livro chamado Champagne, onde ela faz um belo retrato da região de Mont-Tremblant, aqui do ladinho de Montréal; um lugar especial, que possui uma geografia perfeita. Aos 56 anos ela já ganhou e continua sendo indicada para vários prêmios de literatura. Na semana passada ela deu uma palestra na escola e deixou todos encantados com sua simplicidade. Seguem algumas fotinhas e, claro, eu não deixei de fazer uma perguntinha durante o evento, além de dar uma boa tricotada após.


Quanto a Michel Tremblay, trata-se do maior autor do Québec e um dos grandes do Canadá. Ele mora por aqui no nosso bairro, o Village, mas só quando já tinha saboreado o sucesso decidiu explorar o tema homossexualidade em algumas de suas obras. Autor de mais de 50 livros, tem uma grande produção de textos para teatro, onde Les Belles-Soeurs é sua peça mais conhecida. Ele já foi traduzida para mais de 15 idiomas.
Infelizmente, nem Mme Proulx ou M. Tremblay tem algum de seus livros traduzidos para o português, tampouco qualquer outro autor québécois. Ao menos foi o que descobri nas minhas pesquisas pela internet. Se alguém souber qualquer coisa diferente, me avisa que coloco um post retificando a informação.

Um grande abraço.

Gilberto Evangelista